Resenha: O Canto da Coruja


Autora: Michaellly Amorim
Editora: Editora Sekhmet
Ano: 2016
Páginas: 198

    Suidara mora na floresta sozinha desde que seus pais morreram. A garota esconde da vila onde mora o segredo que pode causar sua morte: Suidara pode se transformar em coruja.
    Para os moradores daquele pequeno reino, as corujas são malditas, pois, segundo a maldição que amedronta a todos, sempre que uma coruja pia uma pessoa morre. Por causa disso eles caçam e matam todas as corujas que encontram.
    Suidara sabe que se eles descobrirem que ela é a última coruja branca, sua vida pode chegar ao fim! O que ela ainda não sabe é que existe uma bruxa por trás da maldição e esta não vai descansar até ter a última coruja branca. [SKOOB].


    Olá minhas lindas Corujinhas!

    Hoje eu li um livro, que eu realmente adorei. Como vocês já sabem eu adoro corujas! E o livro o Canto da Coruja, me permitiu abrir uma brecha para falar um pouco sobre curiosidades sobre essas aves noturnas, tão misteriosas. 
    Em várias culturas elas são vistas como uma figura mística:

    *         Mitologia Grega e Romana representada por (Minerva ou Atena),
    *        Hindus, representada por (Lakshmi) Deusa da Prosperidade,
    *        Europa medieval (Consideradas Bruxas),
    *        E no “No Xamanismo Ancestral, (onde vou me aprofundar)  existe o Clã da coruja, que rege o elemento ar, ela é a passagem para o desconhecido e está ligada à verdadeira alquimia.” “Os poderes da coruja são a clarividência, a projeção astral e a magia.” —  Definição por Márcia Fernandes, espiritualista.

    O que é xamanismo?

    “O xamanismo é um termo genericamente usado em referência a práticas etnomédicas, mágicas, religiosas (animista, primitiva), e filosóficas (metafísica), envolvendo cura, transe, transmutação e contato entre corpos e espíritos de outros xamãs, de seres míticos, de animais, dos mortos.” — Wikipédia.

    Como podemos ver, em várias culturas a coruja tem seu significado direcionado ao despertar da sabedoria e conhecimento, como sugerido na Programação Neurolinguística, ou penas, PNL.

    E com tal fascínio, hoje eu trago a resenha do livro o Canto da Coruja.


“A maldição então foi ouvida pela primeira vez:”“Uma canção de morte sobre sua cabeça entoará. O grito da coruja seu destino selará. A cada sete anos, doze gritos se seguirão. Uma chamada a cada lua servirá de marcação. Apenas com o fim do mal esse tormento cessará. Pois a morte com a morte se deve pagar. Ou depois de sete anos o sofrimento voltará.”

    A obra de Michaelly Amorim é uma fantasia romântica, muito bem escrita, e que se enquadra aos clássicos contos de fadas modernos, que carregam uma dose de humor.
    O livro conta a história de Suindara, uma personagem que descobre que pode se transmutar em uma coruja branca — e que estas, são muito poderosas. E que ela é a última de povo.

“Uma nova Rainha assumiu o trono, ela tinha uma beleza sem igual e muitos homens caíram por causa dela. Seu coração, porém, era negro... A vida, entretanto, seguiu seu curso e nenhum grito de mau presságio foi ouvido desde o massacre das corujas e esse triste evento foi esquecido.”

    Sempre que a lua cheia alcança seu auge, Suindara se transforma em Coruja, assim, como os Lobos da tribo vizinha que também estão em extinção, graças a uma bruxa muito poderosa chamada Morgana, que mata os transmorfos para fazer o feitiço de longevidade.

    Morgana, embora seja muito poderosa na magia, ela nos surpreende com a manipulação. E quase não vemos ela precisar usar poderes no início do livro.

“— Deixe que eu te ensine algo. — Ela continuou a falar e voltou a andar em volta dele, só que agora arranhava a roupa que ele usava com suas unhas vermelhas. — Você a ama, não é? Sabe para que serve o amor? Eu acho que não, mas saberá a partir de agora, o amor serve para manipular as pessoas! Quantas atrocidades feitas em nome de tão vil sentimento, quantas mortes em nome do amor, quanto sofrimento causado por essa simples emoção… eu vou provar a você o que eu estou dizendo. Deixe que eu faça novamente a proposta.”

    Enquanto nossa doce Corujinha Branca, foge ela descobre uma família perdida: Shana: sua avó bruxa, que é muito doidinha. E Ricardo, um primo de consideração, muito gente boa, além de lindo.

    E como se não fosse possível, Suindara se apaixona por seu algoz, O Caçador. E o mesmo vê nela uma fera indomável, que a diferencia de outras mulheres.  

“O caçador seria um aliado? Ou um inimigo? Ela não gostou de pensar na probabilidade de ele ser seu inimigo, mas ele já tinha machucado ela com uma flecha uma vez, não? E ele disse que ela era uma caça para ele.”

    Ao longo da narrativa meu personagem favorito foi a avó de Suindara, Shana. A senhora com seu humor despreocupado, nos coloca em situações constrangedoras e fofas. Bem coisa de família. Além de carregar uma certa astúcia para lidar com o perigo. Shana, trabalha com a magia natural, vinda da natureza. Por isso eu dei um foco em descrever a magia xamânica, pois a mesma tem pontos muito similar a magia utilizada no livro, além, claro, de falar da transformação animal.   

“— Não! A Rainha Morgana! — Ela respondeu sarcástica da porta. — Claro que sou eu. No meu tempo beijar tirava o ar, não a inteligência.”

    Eu gosto muito do romance que acontece entre Suindara e o Caçador, porque, embora seja notável a preocupação da Coruja Branca em ser traída, isso não impede que os dois se aproximem, mesmo quando estão em um confronto. Eu diria que o livro poderia ser indicado para o público infantil, mas embora o casal não se envolva fisicamente, nos deparamos com momentos muito quentes. Então eu indicaria esse livro para pré-adolescentes para cima.

“Então ele se afastou, e com um sorriso travesso nos lábios e com os olhos ainda repletos de desejo, disse:— Tudo bem! Mas você ainda vai pedir. Farei você implorar meu beijo. E quando isso acontecer, eu tomarei muito mais que seus lábios.”

    Embora tenha a insinuação de que veremos peças de roupas voando (risos), Michelle foi muito pautada, não deixando o livro fugir da temática e virar um hot. O que — mesmo eu querendo ver algo a mais — achei super certo, porque iria fugir da proposta do livro.

“O sentimento é a força da alma para quando a do corpo não for suficiente.”

    É um livro mega fofo, você começa ler e só para quando termina, a capa é simplesmente linda. E eu estou aguardando ansiosa pela chegada do físico, para colocá-lo na minha prateleira. E você? Não perca tempo, adquira o seu na editora Sekhmet.

    Beijos Corujinhas, e borá desbravar o Literaleitura!

Gênero
Romance
Literatura Brasileira
Fantasia

Classificação

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