Resenha: Pecadora

Autora: Nana Pauvolih
Editora: Essência
Ano: 2017
Páginas: 384

*Obra cedida pela editora no formato de livro físico, para resenha, referente a parceria de 2017.

Sinopse:
Todos nós éramos pecadores. Somente uma coisa diferenciava um pecador: as escolhas. Saber o certo e escolher seguir pelo caminho errado em vez de fazer o que era correto. Fechei os olhos. Apesar de tudo que tinha feito naquela noite, não me arrependi. Era pecado, era perdição, mas também era mais do que eu já tinha sonhado em ter. ––– Entre a rígida criação religiosa e o desejo que sempre a consumiu, Isabel precisa se encontrar. Casada há quatro anos com Isaque, seu namorado de adolescência, a jovem sabe que a relação está longe de ser satisfatória. Mas é só quando Isaque fica amigo de Enrico, um publicitário solteiro e bem-sucedido, que a situação começa a ficar insustentável. Agnóstico, sem amarras e cheio de mulheres, Enrico é tudo o que Isabel acredita rejeitar, mas ela não consegue deixar de se sentir interessada pelas histórias que o marido conta dele. Para piorar, ela consegue um emprego na agência dele, e agora terá de passar os dias ao lado do homem que traz à tona seus sentimentos mais proibidos. Neste novo romance, Nana Pauvolih, uma das maiores autoras de romances eróticos do país, mostra que o certo nem sempre precisa ser aquilo que é imposto, e sim aquilo em que se acredita. [SKOOB]


     Em ‘Pecadora’ conhecemos a história de Isabel, uma mulher que cresceu em um lar com fortes convicções religiosas. Aos 16 anos, quando seu pai já era pastor de sua própria igreja, que possuía regras muito rígidas de conduta, considerando tudo que saísse daquilo como impuro e pecado, ela viu sua irmã do meio, Rebecca, ser colocada para fora de casa a tapas e xingamentos por parte do pai, por ser o que ele considerava como ‘pecadora’.


     Quando Rebecca é posta para fora de casa, os pais voltam-se para a filha caçula, determinados em não permitir que ela se desvirtuasse e seguisse os mesmos passos da irmã. E Isabel está convencida que não deve ceder aos seus desejos, pois isso a tornará uma pecadora. 

“Eu quis acreditar que eu era mais forte que qualquer tentação. Jurei a mim mesma nunca mais ter maus pensamentos nem me tocar. Eu focaria em Jesus, em boas ações, em estudar. Faria jejum, condenaria a mim mesma, mas não perderia a minha alma.” — pág. 17

     Cinco anos depois, encontramos Isabel casada com o único rapaz que namorou, Isaque. Eles se casaram novos, quando ela tinha dezoito anos, para evitar que se corrompessem com o mundo. Mas, mesmo prometendo que nunca mais iria pecar, Isabel, que não está satisfeita com seu casamento, que vive tentando se conter e conter seus desejos para não decepcionar o marido, volta a suas manias de menina, tocando-se e buscando o prazer que não encontra em casa.

     Ao mesmo tempo, seu marido conhece Enrico, uma amigo do futebol que não possui qualquer religião, solteiro e que busca e ganha o prazer sem qualquer arrependimento. Isabel, mesmo sem conhecê-lo, sente certo incômodo toda vez que ouve histórias sobre ele e, ao saber que terá uma entrevista para trabalhar com o novo amigo de seu marido, sente apenas esse incômodo crescer. 

“Eu sempre me sentia muito só naqueles momentos, arrasada, com raiva de mim por meu corpo ser tão traidor, por exigir de mim coisas que me faziam cometer loucuras.” — pág.32

     Esse incômodo apenas se transforma em uma atração muito grande quando ela vê uma conversa dos amigos do marido no celular dele. As histórias sobre Enrico a intrigam e quando ela vê sua foto no celular, todos os desejos que suprimiu há anos vêm a tona. 

     O livro também mostra o ponto de vista da Enrico, que se apresenta como um homem agnóstico, que tem fé em si mesmo e busca conseguir o que quer através dessa fé, o que vem funcionando muito bem. É claro que isso também inclui as mulheres e o prazer, que ele não tem qualquer esforço em conseguir. 

     Quando Enrico vê Isabel para primeira vez, sem a conhecer, sem saber que ela é esposa do seu amigo, vê nela uma mulher sensual e quente, que se esconde sob as roupas extremamente recatadas que usa. Ele a deseja, mas apenas até descobrir com quem ela era casada. 

“Eu a observei. Ela era interessante demais, não apenas pela beleza sensual, apesar de nada nela tentar provocar, pelo contrário. Era uma daquelas mulheres com calor, com pele macia, naturalmente sedutora. Um bom homem de verdade notaria tido isso a quilômetros, como se ela exalasse um cheiro de cio.” — pág. 62

     Mesmo sem conseguir refrear sua atração, lançando olhares constantes a Enrico quando é obrigada a ir à casa dele com seu marido, é o homem quem lhe corta. Ele é fiel aos amigos e aquela situação constrangedora em que Isabel, inconscientemente os coloca o deixa completamente furioso. 

     Devido a situação desgastante que ela passa, quando o marido tenta lhe obrigar a fazer a entrevista na empresa de Enrico para trabalhar, Isabel mostra como realmente é, os seus verdadeiros sentimentos e pensamentos e isso é tão chocante que, pouco a pouco, ela volta a se sentir a mesma mulher que sempre foi repreendida pelos pais e, agora pelo marido. 

“Eu sempre soube que havia mais em mim do que eu queria ver, coisas que eu enxergava como defeitos e escondia até de mim mesma. Meus pensamentos pecaminosos eram apenas uma parte desse outro lado. Se deixasse, eu podia passar de obediente e calma para um vulcão, mostrando-me cheia de raiva. Tinha sido tolhida desde pequena e ensinada a mostrar só o meu melhor lado, mas eu podia perder o controle.” — pág. 88

     Sem conseguir lutar contra as ordens do marido, como foi educada pelos pais para fazer, sendo a sempre submissa esposa, Isabel vai a entrevista e consegue a vaga. O clima entre ela e Enrico melhora após uma conversa franca em que ele deixa claro que não se envolve com mulher casada. Ela, então, afirma que tudo não passou de uma curiosidade sobre ele, mas que não havia fundo de malícia e que conseguirão trabalhar em harmonia. 

     E isso realmente acontece até que, em um ato de liberdade, Isabel pega o número de Enrico no celular do marido e, de forma anônima começa a se corresponder com ele por whatsapp. Ela, sendo apenas “Pecadora” e ele, o “Santo”, codinomes que desconhecidos usam para não se identificarem. Mas, o que era pra ser algo com conversas filosóficas e amigáveis, passa então para o sexy e quente. Prometendo a si mesma ser aquela uma situação temporária, Isabel não tenta se conter e liberta-se. 

     Enquanto o tempo passa e ela conversa com Enrico, quanto mais se questiona sobre o que sempre acreditou e sobre a sua felicidade. Mais e mais, Isabel percebe que não leva uma vida feliz, que, talvez, nunca foi realmente feliz com a vida que tinha.  

“Olhei ao redor, nosso quarto, a vida que tínhamos, o sexo ruim que fazíamos, tido que me aguilhoava, então me dei conta de que seria horrível esperar os anos passarem ali, naquele lugar naquele casamento que mais parecia uma prisão.” — pág. 152

     Enrico, também, começa a perceber que, através das conversas anônimas, ela conseguia se abrir mais do que nunca, contando sobre seus segredos mais profundos. E isso faz com que ele também se redescubra. Assim como Isabel, a Pecadora, ele sabia que tudo que conversavam ali, permanecia ali. 

     E é através das conversas que Isabel e Enrico se aproximam mais, ele, sem saber quem era, ela, descobrindo muito mais do homem por quem se sentia atraía e passando a admirá-lo ainda mais sinceramente. Tanto que são essas conversas, junto a sua grande insatisfação com a infelicidade de sua vida que fazem Isabel tomar o grande passo da sua história.

     O grande passo, porém, é apenas o início de sua redescoberta como mulher e como ser humano. Isabel, a partir desse ponto, começa a ver o mundo e toda a sua criação de outra forma, mas a realidade de sua criação ainda cobrará o seu peso, fazendo ela se questionar sobre culpa, perdão e fé.



     No início, me senti muito desconfortável com o modo como a religião era tratada, como a fé em si era exposta na história, como se fosse a causa de todo o mal e infelicidade das personagens. Mas, com o desenvolver da trama, pude perceber que essa é a realidade de muitas pessoas que vivem no meio de um fanatismo religioso, cheio de regras rígidas. Que a intolerância pode vir até mesmo de dentro desse círculo e que, muitas vezes, com medo dos pecados, as pessoas esquecem de amar e respeitas os outros. 

     Um trecho dito por Isabel reflete bem a nossa realidade, não apenas religiosa, como de qualquer ser humano:

“Independente da fé, do que está na Bíblia, o ser humano esqueceu o principal: o respeito pelas escolhas dos outros. Não importa se sou umbandista, se sou homossexual, se gosto de ter namorados. Nem ao menos se sou católico ou protestante. Cada um tem o direito de acreditar no que quer. O que não entendo são pais virarem as costas para os filhos e amigos ignorarem amigos simplesmente por pensarem diferente. Para mim, esse é o maior pecado diante de Deus.” — pág. 279

     Por outro lado, algo que não me agradou foi justamente o romance inicial de Isabel e Enrico. O modo como se deu, com ela ainda casada, me deixou muito desconfortável. Ele, o homem livre, tinha mais noção do erro que era do que ela, a mulher casada. Não tem a ver com ser homem ou mulher, mas o fato de que quem era realmente comprometido é que não parecia ligar para o sentimento alheio, como se fosse uma vingança por tudo o que ela sofreu. Novamente, faltou um pouco de se pôr no lugar do outro, afinal, aquelas pessoas que lhe magoaram e ela estava magoando também só conheciam aquela realidade, como ela até pouco antes.

     Porém, gostei muito de como a situação foi exposta, mostrando a realidade de muitas pessoas que foram criadas e vivem assim. Como as escolhas foram tratadas na história. Gostei da força que foi surgindo em Isabel ao longo da história, especialmente quando a sua se cruza novamente com a da irmã, Rebeca.

     O final, apesar de levemente previsível, me deixou surpresa, pois mostra a busca do perdão, da fé e do amor. Não apenas a personagem cresce, como também todos ao seu redor e, consequentemente, a sua história e suas lições.

     Gostei muito da diagramação, tudo muito limpo e fácil de ler e encontrei pouquíssimos erros, fáceis de ignorar. Uma leitura um pouco lenta no início, mas que nos prende em seu encerramento e nos faz pensar melhor sobre o que acreditamos e, mais ainda, no que achamos que podemos e devemos julgar.


Classificação:

Gênero:
Romance
Drama
Erótico
Ficção
Literatura Nacional



29 comentários:

  1. Oiii Fernanda tudo bem?
    Infelizmente dessa vez a obra não despertou meu interesse amada, mas gostei de saber a sua opinião e deve ser uma ótima leitura pra quem curte o gênero.
    Beijinhos

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    1. Oi, Morgana. Tudo ótimo, espero que com você também!
      Imagino que, para quem goste desse gênero em específico, vai ser uma leitura agradável do início ao fim. Eu fiquei bem dividida. Mas agradeço o seu comentário.

      Beijinhos.

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  2. Olha... Achei a história desse livro interessante, sua resenha ficou bem completa, mas não consegui me sentir instigada a lê-lo. E, sinceramente, pela capa e o título com certeza passaria bem longe dessa obra em qualquer livraria.

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    1. Olá!
      Se eu estivesse em uma livraria e olhasse para esse livro, não o compraria também. Tive uma surpresa boa em alguns pontos e não tão boas em outros. haha
      Agradeço seu comentário!

      Beijinhos.

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  3. Olha, não curto esse tipo de leitura, não gosto quando envolve religião, e embora eu seja cristã achei tudo isso muiiiiiiiiiiiiito exagerado, agora que me incomoda pacas, mas poderia ler o livro sim, até porque ele é diferente dos que tive oportunidade de ler e dos que ouvi falar.
    Sua resenha ficou bem completa e organizada. Dica anotada.

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    1. Eu dificilmente lereia esse livro por pura escolha em qualquer outra ocasião, ainda mais sabendo que envolve tanto religião, mas tive alguns surpresas boas pelo caminho, ainda bem kkk
      Agradeço seu comentário e fico feliz por ter gostado da resenha. Obrigada! E, caso leia, tomara que goste!

      Beijinhos.

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  4. Eu não consegui me interessar por esse livro, já vi muita gente falando bem mas eu não gostei da premissa. Achei legal ver a sua opinião sobre a obra, mas não tenho vontade de ler.

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    1. Dificilmente eu me interessaria também, por todos os pontos que coloquei já na resenha, especialmente o que tive antes de ler. Isso, realmente, varia muito de gosto. Mas agradeço muito seu comentário.

      Beijinhos.

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  5. Eu curto livros do gênero erótico, ainda mais naqueles momentos em que eu quero curar aquela ressaca literária haha. Tenho muita curiosidade de ler os livros da Nana desde Redenção de um Cafajeste. A sua escrita parece ser muito envolvente e fluída, e essa obra não parece ser diferente. Amei a sua resenha,dica anotada. Bjss!

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    1. Olha, eu nunca tentei ler um livro erótico para curar ressaca. Dica anotada! hahaha
      Realmente, a narração da autora é bem tranquila e nós lemos bem rápido o livro quando nos disponibilizamos a fazê-lo. E, curtindo o tema, tenho certeza que também irá curtir a trama. Fico muito feliz que tenha gostado da resenha, agradeço muito seu comentário também!

      Beijinhos.

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  6. Oi Fernanda, sempre me incomodei com este fanatismo religioso. Isso para mim não é fé, mas enfim... O livro parece conter uma boa mistura de ingredientes, e como eu já queria ler, sua resenha me ajudou a entender melhor o enredo.
    Bjs, Rose

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    1. Olá!
      Sabe, eu também sempre fiquei muito incomodada com isso, justamente por esse motivo o livro me ganhou em alguns pontos (esse sendo um deles). Tive algumas surpresas boas por aqui e espero que, se ler, também goste e seja surpreendida nesses pontos.

      Beijinhos.

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  7. Fernanda, adorei sua resenha! Fico enojada com pais e mães metidos a perfeitos e, que com certeza, fizeram muitas besteiras na juventude e pagam de santos com os filhos, isso é lamentável e ainda acontece hoje.
    Fiquei muito interessada em conhecer a trama e como ela desenrolará, mesmo que eu não aprove o comportamento de traição de Isabel, pois penso que se descobrir-se interessada em outra pessoa, finaliza a relação em que está para partir para outra, traição realmente me tira do sério seja de companheiros(as) ou amigos(as).

    Bjo
    Tânia Bueno

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    1. Olá, Tania! Muito obrigada, fico feliz em saber que gostou da resenha!
      Sabe, eu fiquei bem mexida antes de ler por pensar na traição de Isabel. Penso exatamente como você. Acho que nada justifica a traição, mas posso dizer que alguns elementos na trama me surpreenderam e, caso decida ler, espero que lhe surpreenda também.
      Caso não, de qualquer forma, agradeço muito seu comentário!

      Beijinhos

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  8. Muitas pessoas amam esse livro e eu acho que a sinopse parece bem interessante, mas ainda não tenho vontade de ler, o que é uma pena.
    Beijos
    Mari
    Pequenos Retalhos

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    1. Oi, Mari!
      Eu também vi muitas pessoas falando dele e, até então, não tinha vontade de o ler também. Tive alguns surpresas boas por aqui, ainda bem. Caso algum dia sinta vontade de o fazer, espero que também encontre essas surpresas.

      Beijinhos.

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  9. Olá!

    Estou dividida entre gostei ou não da premisse. O ponto negativo que mais me marcou e me inclina a não ler é ela precisar de um homem para se descobrir e se libertar, me faz pensar que talvez ela faça isso apenas pelo corpo sabe, eu sou casada e não vejo com bons olhos algumas coisas que foram citadas. Futuramente posso até dar uma chance, mas por hora irei passar a dica.

    beijos

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    1. Oi, Thayza!
      Acredite, eu ainda estou dividida sobre esse livro, então acho que é comum você também ficar sobre a premissa kkk
      Acredite, não vejo com bons olhos algumas coisas também, e foram elas que mais me incomodaram na história, apesar de outras terem me surpreendido para o lado bom.
      Agradeço muito seu comentário!

      Beijinhos

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  10. Olá!

    Apesar de ser hot, aborda um tema interessante que é a intolerância religiosa (e o fanatismo, claro), acho a leitura válida justamente por abordar esses tópicos. Espero ler um dia.

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    1. Oi, Kamila!
      Sabe, eu não teria lido em outro momento justamente por conta do hot e do que deu a entender da traição, mas fico feliz por ter tido a oportunidade de ler justamente por conta do que você destacou aqui, foram surpresas boas, inclusive o final. Caso leia, espero que curta também!

      Beijinhos.

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  11. OIii!

    Eu ainda não li nada da autora ainda... Mas eu gostei bastante da sua resenha... Acho que é legal quando um autor usa um clichê ao seu favor.

    Beijnhos

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    1. Olá!
      Fico muito feliz que tenha gostado da resenha e, espero que se ler, também se surpreenda com algumas coisas do livro, como eu.
      Muito obrigada pelo seu comentário!

      Beijinhos.

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  12. Olá. Não consegui me sentir atraída pelo livro, infelizmente. Não é o tipo de leitura que eu curto. Beijos.

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    1. Oi!
      Sei bem como é. Em outra situação, acho que também não me atrairia. Mas agradeço o seu comentário e por ter lido a resenha!

      Beijinhos.

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  13. Oieee, nunca tive curiosidade em ler ese livro, mas numa situação bem parecida ao que viveu a protagonista, agora fiquei super curiosa para saber o que ela fará!

    bjs

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  14. Gostei da sua resenha sincera e que pontuou muito bem tanto o que encontrou de positivo quanto negativo, adoro opiniões assim, pois posso por na balança os pontos e ver se me incomodarão.

    Neste caso sinto que não sou o público alvo da história, diversos elementos não me atraem, então vou deixar passar dessa vez a dica.

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  15. Oi, tudo bem?
    Apesar do título não imaginava essa questão da religião. Nunca li nada da Nana, mas quero ler algo e acho que este livro seria uma boa opção!
    BJs

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  16. Oi, tudo bem? A trama me pareceu um pouco óbvia, mas gostei da religião estar inserida. Mas que, como você disse, abre os olhos para o fundamentalismo religioso - talvez incomode justamente por isso, pois temos a ideia de que a religião é aquela que "salva", ao invés de ser aquela que "destrói". A questão da atração sexual e do prazer sexual é algo que me incomoda não pela traição, mas porque, como demissexual, essa coisa "incontroláveis" que as pessoas alossexuais sentem nunca fizeram sentido para mim. Não é, exatamente, pelo sexo, mas a forma como isso acontece.
    Mas gostei muito da sua resenha, me prendeu e até me fez ter curiosidade de ler, mais pelo fundamentalismo do que pelo romance. Parabéns :)

    Love, Nina.
    http://ninaeuma.blogspot.com/

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  17. Olá, como vai?
    Gostei muito da sua resenha, mas não leria o livro. Me pareceu que a autora quis justificar os erros de uma pessoa por conta de sua criação e religião. Entendo o quanto uma religião e até a criação pode influenciar nas escolhas, mas a moça se casou por que quis e tinha que assumir sua decisão (ou assumir que não queria mais). Se não estava feliz com o casamento, era só se separar e procurar por algo melhor. Para mim nada justifica traição. Também não gosto dessa condenação a fé e a religião das pessoas. Um beijo, parabéns por sua opinião e sucesso com seu blog.

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