Resenha: 2111 D.C. - O Condado dos Expatriados



Autor: Ricarte Sales
Editora: Ler Editorial
Ano: 2015
Páginas: 246

SINOPSE
    "Em dezembro de 2036, um mês após eclodir a Terceira Grande Guerra, uma série de catástrofes, aparentemente naturais, e uma suposta arma química em forma de vírus, dizimou, a nível global, mais de 99,9% da espécie humana.

    Nos seis meses que se seguiram, o nível do mar subiu cerca de 70 metros, ao passo em que a crosta terrestre tornou-se instável, salvo um conjunto de arquipélagos recém-formado, nas proximidades fronteiriças das antigas nações da Costa Rica e Panamá. Por motivos ainda não conhecidos, essa passou a ser a única área estável do planeta de que se tem notícia.

    Nas primeiras duas décadas após o Dezembro de 2036, ou “D36” como ficou conhecido, esta área foi sistematicamente ocupada pelos últimos remanescentes da população humana. A maior parte, resgatada e trazida por expedicionários, dos mais variados rincões dos antigos continentes.

    Doze Cidades-Estado emergiram e a zona estável, com as mais de duzentas ilhas que a compunha, foi demarcada e subdividida entre elas. Posteriormente, este número cairia para onze Cidades-Estado. 

    E é neste instável cenário político, de mares salpicados por ruínas, navegantes exploradores e criminosos expatriados de vida nômade, que o Capitão Cananeu Zus Airã narrará os 111 dias de uma saga que poderá conduzir a zona estável e suas novas e últimas nações, para aquilo que uma profecia “Pós-Apocalipse” alude ser: o Quarto e Último Grande Conflito entre Tribos." [SKOOB]

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    Nesse primeiro volume da trilogia encontramos um futuro pós-apocalíptico, um mundo devastado por uma série de catástrofes ambientais, ocorridas após a Terceira Guerra Mundial, tais fenômenos climáticos dizimaram grande parte da população existente e ocorreram em dezembro de 2036, época que ficou conhecida como 'D36'. 

    Através da narração de Zus Sanches Airã, o protagonista dessa história, nos é apresentada a realidade do planeta Terra no ano 2111, período denominado de Era Posseidon, que após devastado por terríveis tsunamis e outras diversas intempéries climáticas, teve-se a criação de 11 diferentes Cidades-Estado. Cada uma delas descendente de antigos países da Era do Vidro (essa que vivemos hoje), com atividades econômicas e moedas distintas, língua e religião específica. 
    Essas novas nações foram abitadas pela população remanescente e situavam-se distantes umas das outras, separadas pela imensidão do mar. Nesse era possível encontrar os escombros deixados pela ira da natureza, muitos dos antigos pontos turísticos que caracterizavam grandes cidades, famosas por sua cultura e artefatos arquitetônicos, agora encontravam-se perdidos no meio do oceano, as ruínas do Velho Mundo.

    Zus relata acontecimentos ocorrentes muito antes de seu tempo, contados pelos anciãos de sua tribo, além e memórias vividas por ele e muitos fatos curiosos de suas jornadas e aventuras como o Capitão da Infantaria de Nova Canaã. Ele revela e explica as principais características dessas novas Cidades-Estados e os mitos que envolvem o surgimento de cada uma delas.

    Nessa obra podemos acompanhar Zus no início de uma aventura cheia de perigos e armadilhas, a morte espreita-o por todos os cantos, levando nosso destemido guerreiro por lugares inóspitos e insertos. E é em um desses lugares que ele irá encontrar uma velha conhecida capaz de revelar-lhe diversos segredos, que poderão ser a salvação ou a ruína desse jovem capitão.



    Gostei muito da forma como a história foi conduzida, a ordem cronológica seguida das recordações de alguns momentos da vida do protagonista e narrador.
    A aventura conta também com diversos momentos de descontração e algumas cenas de suspense que deixam o leitor apreensivo e preocupado com o destino de Zus. 

"- A bem da verdade, Homem de Canaã, os únicos amigos de um expatriado, é sua faca, seu cão, e os sete palmos de terra que o aguarda."

   Achei muito interessante a forma criativa que o autor descreve cada ambiente, as explicações mitológicas por trás de alguns acontecimentos e a forma de socialização entre os remanescentes que habitam nosso planeta.

    Confesso que não gosto muito do gênero futurístico, mas gostei da forma como o enredo foi desenvolvido, uma era pós-cataclismática que fez a população voltar a viver como nos primórdios de sua existência, longe das grandes tecnologias e o conforto que as mesmas podem proporcionar. 



    A diagramação da obra está ótima, assim como todos os outros livros da editora que tive oportunidade de ler.  Adoro a fonte que a Ler Editorial utiliza e a coloração das páginas. A capa está fantástica, apresentando uma paisagem sombria que remete ao acontecido depois do 'D36'.
    Outra coisa que gosto muito é de como os capítulos são demarcados, a cada mudança de situação tem-se um novo capítulo, isso deixa a obra mais dinâmica e evita que o leitor se perca no meio da história.



    Recomendo a leitura para todos os apaixonados por aventuras distópicas, uma obra nacional muito bem escrita e que certamente será o início de uma trilogia de tirar o fôlego.  

    "Sabe qual é o grande problema das ideias idiotas? Não?... Existe quatro delas para cada uma boa, e estas quatro são normalmente as primeiras a serem concebidas."


    Próximos lançamentos do autor...

        2111 D.C. (volume 2) - Fantasmas de Tempos Idos
        2111 D.C. (volume 3) - A Profecia do Charlatão se Cumpre

Classificação

Gênero 
Ficção
Aventura
Fantasia
Distopia

Um comentário:

  1. Parece ser um ótimo livro, vou pesquisar mais sobre. E como sempre, ótima resenha.

    Mas enfim, queria te dizer que te indiquei em uma tag lá no meu blog, espero que você responda!

    http://www.decidindose.com/2015/11/tag-frases-de-mae.html

    \ooo/

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