Resenha: Os Crimes ABC



Autora: Agatha Christie
Ano: 2015
Páginas: 258
Editora: Nova Fronteira

SINOPSE
    "Ao receber uma carta desafiando-o a solucionar um crime iminente, Hercule Poirot sabe que talvez seja apenas uma brincadeira de mau gosto, mas ainda assim teme pelo pior. E não perde por esperar: na data e no local indicados, o assassinato de fato acontece, e ele recorre ao capitão Hastings e ao inspetor-chefe Japp para juntos investigarem o caso.

    As peças do quebra-cabeça começam a se encaixar com a chegada de uma nova carta e a ocorrência de um novo homicídio: o remetente identifica-se apenas como ABC, e suas vítimas parecem seguir uma rígida ordem alfabética ? Alice Ascher em Andover, Betty Barnard em Bexhill... Mas o que Poirot pode fazer para capturar esse serial killer, quando seus alvos possuem tão pouco em comum?"
 [SKOOB]

    Essa é a primeira resenha do projeto literário Resenhando 6 em parceria com o blog Páginas da Madrugada. E eu não poderia começar com nada melhor que uma história com diversos assassinatos e a ação investigativa e muito inteligente de Hercule Poirot.

    Não é segredo pra ninguém que um dos meus gêneros preferidos é o suspense policial e que adoro as tramas de Agatha Christie. Um dos principais motivos de gostar tanto das obras da autora se dá pela construção e ambientação do enredo, a trama é repleta de elementos misteriosos e reviravoltas fantásticas.

    Na obra em questão o mistério se inicia quando o peculiar detetive belga recebe uma carta questionando suas habilidades e inteligência. A carta menciona uma data e um local onde algo intrigante está prestes acontecer. Nada se sabe sobre o remetente da correspondência, havendo somente uma assinatura,  ABC.

    Devido seus pensamentos rápidos e sua maneira perspicaz de agir, Poirot logo comunica as autoridades, que pensam não passar de uma boba distração. O tempo passa e um assassinato é cometido em Andover, Alice Ascher, uma senhora solitária atormentada pelo ex-marido bêbado a quem as primeiras evidências apontam. As investigações se iniciam e logo outra série de cartas chegam ao detetive e novos assassinatos começam a ocorrer.  Todos as vítimas e os locais em que as mortes acontecem tem as mesmas iniciais e seguem uma sequência alfabética, Betty Barnard em Bexhill, Sr. Carmichael Clarke em Churston...

   Uma série de assassinatos, todos bem tramados, nada de vestígios incriminatórios e nem testemunhas que consigam reconhecer um possível suspeito, obras de um maníaco, louco e sagaz.



    Confesso que embora adore o gênero, quase nunca consigo descobrir quem é o suspeito, a pessoa que cometeu o crime, seja ele um roubo, assassinato ou algum tipo de falsificação. Essas tramas são muito bem armadas e amaradas de uma tal forma que você se vê diante de inúmeras possibilidades, uma teia repleta de suspeitos...qualquer um poderia ser o responsável por tais atrocidades e sempre quase todos os envolvidos possuem um motivo para tal fim.

    E é por isso que eu adoro obras desse tipo, intrigantes e misteriosas, que dão um nó na minha cabeça me colocando pra pensar a todo instante. Sem contar o detetive...

    Hercule Poirot é espetacular, adoro o modo como ele põe em prática seus planos, o seu modo de pensar. Ele não é daquelas pessoas que correm pra ação, mas sim, aquela que para pensa em todos os meios e formas, ele tenta se colocar na mente do assassino, conhece-lo para então descobrir como o delinquente haje e assim desvendar o mistério de sua real identidade.
    "O crime é terrivelmente revelador. Você pode testar e diversificar seus métodos como quiser, também seus gostos, habitos, atitude intelectual, mas sua alma é revelada por suas ações. Existem indicações confusas, algumas vezes têm-se a impressão de duas inteligências em ação, mas cedo o esboço se torna claro, eu sei."
- Hercule Poirot

   Sem contar seu irreverente senso de humor, sei como deve ser difícil para seu bom e velho amigo Hastings, quem quase sempre é a vítima desse peculiar espécime do tipo "perco um amigo, mas não perco a piada" e "doa a quem doer"

"- Ela é realmente uma jovem adorável.
- E usa roupas muito adoráveis. Aquele crepe marroquino e a gola de pele de raposa prateada são o dernier cri.
- Nenhum detalhe lhe escapa, Poirot. Nunca noto o que as pessoas usam para se enfeitar.
- Devia ingressar então numa colônia nudista."

- Diálogo entre capitão Hastings e Hercule Poirot.



    Como não se encantar por essa linda edição capa dura da Editora Nova Fronteira? Composta por páginas amareladas e fonte "Times", a qual mais gosto, com tamanho adequado para uma leitura dinâmica.
    A imagem da capa também é belíssima, a mais bonita dentre todas as edições desse volume, engloba todas as características presentes no enredo, genial <3



Classificação


Gênero
Suspense Policial
Mistério




2 comentários:

  1. Olá, Raquel. Já li as 50 primeiras páginas de O Crime do ABC e tô adorando, Agatha Christie com certeza é a melhor. Adoro quando descubro quem no final de tudo é o culpado de tudo, fico com a sensação de dever cumprido, hahaha;
    Beijo,
    http://www.pactoliterario.com

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  2. Sou uma grende fã de Agatha Christie mas nunca li esse livro. Com certeza vai entrar para minha lista de leitura.

    http://www.bookstante.tk

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