Feliz Dia dos Pais

Essa data tão especial, a qual você se prepara pensando dia e noite no melhor presente que irá agradar seu “velho”, nas palavras que dirá para agradecer por tudo que ele fez até hoje por você, afinal, além de te dar a vida ele é e sempre será seu exemplo, a figura masculina que rege o lar...seu eterno herói.

Mas, você sabe quando essa comemoração teve início?

   Acredita-se que a comemoração pelo dia dos pais teve origem na Babilônia, onde, há mais de 4 mil anos, um jovem chamado Elmesu teria moldado em argila o primeiro cartão. Nele, o jovem desejava sorte, saúde e longa vida a seu pai. E a partir disso tornou-se uma festa nacional. Em 1972, o presidente americano Richard Nixon oficializou a comemoração "Dia do Pai" (Father's Day).

   No Brasil, o Dia dos Pais é comemorado no segundo domingo de agosto, a implementação da data é atribuída ao jornalista Roberto Marinho, para incentivar as vendas do comércio e, por conseguinte, o faturamento de seu jornal. A data escolhida foi o dia de São Joaquim, sendo festejada pela primeira vez no dia 16 de agosto de 1953.

Pai que aos olhos da criança é herói
Pai que aos olhos do jovem é vilão
Pai que aos olhos do adulto é um amigo
Pai que aos olhos do velho é saudade

Quando eu te via como herói
Não sabia quase nada da vida
Sentia-me seguro ao seu lado
Eu só queria ser seu filho

Quando eu te vi como vilão
Pensava que já sabia tudo sobre a vida
Não queria proteção
Eu só queria ser herói

Quando eu te vi como amigo
Pude me dar conta dos erros cometidos
Foi quando realmente te conheci
Que entendi o sentido da vida

Quando me dei conta de sua falta
A idade já havia me alcançado
Você já não era mais herói, nem vilão
Nem amigo e nem solidão

Você virou soma de tudo aquilo que foi
De tudo aquilo que eu pensei que fosse
A síntese da vida que hoje eu vivo
A minha definição da palavra PAI!

(Luis Alves)

   O Pai é uma figura ilustre, sempre presente na literatura, responsável por proteger e auxiliar nas descobertas dos filhos, abrir seus olhos para o mundo.

   Quem não se lembra do querido Sr. Weasley da série ‘Harry Potter’ de J. K. Rowling. Arthur Weasley é uma das melhores representações de um pai divertido, engraçado e carinhoso, sempre pronto para defender sua prole de sete filhos (Bill, Carlinhos, Percy, Fred, Jorge, Rony e Gina). Um pai trabalhador e muito atrapalhado que põe a família sempre em primeiro lugar.

   Outros pais famosos da literatura infanto juvenil são os todos poderosos deuses olimpianos, presentes no mundo fantasioso e mitológico de Rick Riordan nas séries ‘Percy Jackson e os Olimpianos’ e ‘Os Heróis do Olimpo’. Carinho? Não espere muito, presença paterna? Muito menos...esqueça. A vida dos meio sangues é um pouco vaga em relação a paternidade, os pais são ausentes e na maioria das vezes acabam por tornar as vidas de seus filhos muito perigosa e confusa...Zeus, Poseidon, Hades, Apolo, Ares, Dionísio, Hefesto e Hermes não são muito fraternais, apesar de amarem os filhos e sempre quererem seu bem, eles são deuses e a convivência com os filhos é restrita, muitas vezes para manter a própria proteção da prole, que é ameaçada pela existência de monstros, criaturas inimigas dos deuses que buscam a morte de seus descendentes. 


   Sem contar que nesse meio mitológico temos também Cronos, exemplo de um pai cruel que gosta de devorar seus filhos...eles representam ameaça? Você vai lá e os come (ótimo método de ensinar disciplina, kkkkk).

   Falando em pais cruéis que querem o poder para si e não medem consequências para atingir seus objetivos, como não lembrar de Valentim Morgenstern, o terrível caçador de sombras pai de Clary Fray que forjou a própria morte anos atrás e retorna com o objetivo de roubar os Instrumentos Mortais para criar um exército sombrio na série escrita por Cassandra Clare, ‘Os Instrumentos Mortais’. Esse realmente é um pai que ninguém gostaria de ter, mentiroso e manipulador, pouco se importa com a família e se diverte com seu sofrimento. 

   Bom, apesar dos últimos exemplos não serem nem um pouco agradáveis, temos outros que são pais maravilhosos, como Hans Hubermann, o pai adotivo da pequena Liesel Meminger no livro ‘A menina que roubava livros’ de Markus Zusak. Hans é mesmo um pai incrível, um verdadeiro herói para a filha, ele ensina-a ler e apesar das dificuldades encontradas nos tempos tristes da guerra, consegue dar conforto e alegria à Liesel. Ele também é uma pessoa boa, de bom coração, um homem de caráter, fornece abrigo ao filho judeu de um amigo com quem serviu no exército e tenta ajudar judeus nas ruas mesmo sofrendo punições severas.

   Sejam eles bons ou maus, os pais desempenham um papel importante na literatura, por isso gostaria, em nome de toda equipe Literaleitura, de parabenizar todos os pais, neste dia tão especial, pais legítimos, adotivos e até mesmo aquelas mães que também exercem o papel de pai dentro da família...a todos vocês PARABÉNS!

Feliz dia dos Pais



2 comentários:

  1. Amei o post!
    Não sabia da origem do dia dos pais.
    E o Hans Hubermann é um super pai!
    petalasdeliberdade.blogspot.com

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    1. Obrigada flor...concordo plenamente com você, Hans é um pai excelente, isso nos mostra que pai é quem cria, com carinho e amor.

      Beijokas da Quel

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