Resenha: O Diário Internacional de Babi



Autora: Chris Salles
Editora: Outro Planeta
Ano: 2016
Páginas: 298

*Obra cedida pela editora no formato de livro físico, para resenha, referente a parceria de 2016.

    Mudar nunca foi a palavra preferida de Bárbara. Porém, depois da separação dos pais, a garota de 15 anos se vê obrigada a migrar com a mãe e os irmãos para Orlando, a cidade americana onde os sonhos ganham vida. E descobre que a fronteira entre o real e o ilusório pode ser mais difícil do que parece. 

    “Como a terra do Mickey, o livro de Chris Salles é cheio de magia, pois nos transporta instantaneamente para a vida da Babi, a protagonista. Com o diário dela nas mãos, nos sentimos íntimos, como se ela fosse uma amiga querida que nos escolheu como confidentes. Através de suas experiências, ela nos mostra que a primeira imagem de uma pessoa pode enganar, que devemos ser mais receptivos, que processos de adaptação podem ser complicados, mas não duram para sempre. Acima de tudo, Babi nos ensina que a vida real também tem seus momentos de contos de fada. Basta a gente permitir que eles aconteçam. E, especialmente, nunca deixar de sonhar.” PAULA PIMENTA

    Romance juvenil da carioca Chris Salles, autora que teve mais de 5 milhões de leituras na rede social de escritores Wattpad, tendo vendido dois prêmios Wattys 2015. [SKOOB]

    Nesse enredo infanto juvenil conhecemos um pouco da vida de Bárbara, ou como ela mesma prefere ser chamada, Babi. A adolescente, como qualquer outra passará por inúmeros conflitos, bem típicos da idade e nós iremos acompanha-la em sua jornada.   

    No início percebemos como a vida de Babi era até que tranquila, ela vivia com sua mãe e os dois irmãos em Estrela, uma cidade localizada no estado do Rio Grande do Sul. Tudo ia bem até que sua mãe decide se mudar para os Estados Unidos na tentativa de conseguir um emprego. E é ai que o mundo da jovem desaba por causa das incertezas e inseguranças dessa mudança repentina, só de pensar na saudade que sentirá das amigas, da escola e da sua amada cidade a deixa completamente apavorada.

    Durante a viagem, Babi ocasionalmente conhece Theo, mas o que a garota não sabia é que esse encontro iria mudar completamente sua perspectiva em relação ao novo país. 

    Chegando em Orlando, ela e a família se hospedam na casa de uma tia e Babi é obrigada a conviver com os primos Ana e Vini (por quem ela tinha uma paixonite quando era criança), os quais têm a tarefa de ajudar Babi e os irmãos a se adaptarem a nova realidade.
    Agora Babi tem que se adequar à nova vida, uma nova escola, um possível namorado, novos amigos e até inimigas, além de se meter em diversas confusões. Ela é um verdadeiro desastre, suas ações parecem estar programadas para dar errado...ela é um verdadeiro imã para atrair coisas ruins, a única parte positiva dessa mudança é seu relacionamento com Theo, pelo menos é esse o pensamento da garota.
    Abatida e com saudades do Brasil, Babi ainda tem que lidar com a implicância do primo (que parece sentir algo por ela, pois o mesmo não consegue esconder seu ódio por Theo, o suposto novo amor da prima) e o sentimento de rejeição que sente por parte de sua mãe, que tende a preferir sua irmã mais velha e o caçula da família.

    A vida de Babi está um turbilhão, resta saber se ela conseguira conciliar todas as novidades que estão surgindo, ou se irá jogar tudo para o alto e decidir voltar para o Brasil e morar com seu pai.


    Um ponto positivo da obra, o qual eu gostei muito, é o modo como o livro é escrito, todo em forma de diário (pela própria Babi, é claro!). A maneira como ela narra os acontecimentos é divertida de certo modo, a garota é tão dramática que em algumas situações é até engraçado. Confesso que achei Babi um pouco marrentinha, cheia de frescuras e sempre se colocando como vítima da situação...nada nunca estava bom pra ela, sempre tinha algo incomodando-a, isso é algo que não curti muito durante a leitura...ela só pensava nela mesma, colocando-se como o centro de tudo. Não parava pra pensar nas dificuldades dos demais, do inconveniente que era para os tios ter mais quatro pessoas morando na sua casa, das despesas extras e da mudança da rotina da família depois que os novos "inquilinos" chegaram (sem contar como estava sendo difícil para sua própria mãe). Seus parentes eram em acolhedores, mas ela só via os pontos negativos...achei a garota um pouco mal agradecida. 

    Mesmo com os pontos negativos da personagem principal, achei a leitura bem fiel ao proposito de mostrar o cotidiano e conflitos de uma "aborrescente", Babi parece uma garota real para a idade. Ela tem asma e usa aparelho, não é de família rica (e isso a deixa frustrada na maioria das vezes, por não ter aquilo que quer), além de  não conseguir esconder suas inseguranças, explodindo a todo momento.

    Um dos pontos fortes da obra é realmente a forma da narrativa: devido se tratar de acontecimentos cotidianos de uma adolescente, o enredo é bem dinâmico e engraçado, é como se o leitor acompanhasse os pensamentos da personagem.

    A diagramação é super fofa e faz toda a diferença na forma como o livro foi elaborado, parece que você está realmente lendo o diário de uma garota de 15 anos, bisbilhotando seus segredos.



    A leitura é indicada para as meninas (e para meninos, por que não?) pré-adolescentes e adolescentes da idade de Babi, as quais têm as mesmas dúvidas, incertezas e inseguranças, além de passarem por situações semelhantes as dela. Assim, acredito que eu teria gostado muito mais da leitura se tivesse lido durante a minha adolescência.


Classificação

Gênero
Ficção
Jovem adulto
Romance adolescente

18 comentários:

  1. Quem nunca foi um aborrecente na vida né? acho que se eu lesse o livro na minha adolescência tiraria muitos ensinamentos dele como você falou Raquel. Amo indicar livros assim para adolescentes que conheço e esse vai ser um deles.

    https://imagine-livros.blogspot.com.br/

    Bjus*

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  2. Olá,
    A história parece ser muito boa mesmo. Como é um livro de adolescente, é perfeito para mim, não vejo a hora de conhecer as aventuras da Babi.

    Beijinhos,
    https://livroseimaginacoes.blogspot.com.br

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  3. Oi Quel, adoro esta ideia do livro ser feito em forma de diário. legal que os conflitos são típicos da idade, o que atrai ainda mais o público alvo, que acaba se identificando com a personagem
    Bjs, Rose

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  4. Ola.
    Confesso que não sou fã de livros de adolecente, não me prende e olha que já tentei ir adiante com uma leitura mas não deu certo, então vou passar a dica, mas vou indicar para algumas amigas que sei que irão gostar.
    Bjus
    Jis Rocha
    Blog Cá Entre Nós

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  5. Olá, tudo bem? Eu adoro estes livros adolescentes, onde a personagem passa por vários conflitos, rs. O que não me agrada muito é a narrativa em forma de diário, mas quem sabe eu goste, não é? Ótima resenha!

    Beijos,
    https://duaslivreiras.blogspot.com.br/

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  6. A vida da Babi parece proporcionar uma leitura rápida e fluida, ainda mais nessa forma de diário. Agora essa coisa de protagonista marrenta e vitimista... dá nos nervos rsrs, mas sei que já fui assim também.
    Concordo com você em relação a idade certa para lre livros assim, para não acharmos fútil né, mas é uma boa dica para presentear a meninada.

    Beijos.
    https://cabinedeleitura0.blogspot.com.br/

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  7. Olá, gosto de livros narrados em forma de diário e esse, apesar do jeito da protagonista não ser muito legal (mas bem típico de adolescentes que se sentem o centro do mundo), parece ser uma leitura divertida para o público-alvo.

    petalasdeliberdade.blogspot.com

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  8. Há algum tempo que eu tenho curiosidade com esse livro e adorei conhecer um pouco mais sobre a trama através da tua resenha.

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  9. Olá Raquel,
    Eu adoro livros infanto=juvenis e fiquei muito contente por conhecer suas impressões sobre ele. Eu achei tudo um pouco comum para livros do gênero, mas eu gosto de ler porque me acalma, sabe?
    Sua resenha expôs bem os pontos que gostou e não gostou e fiquei muito contente, vou anotar a dica!
    Beijos

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  10. Olá, achei bem bacana o livro ser narrado na forma de diário, mas não parece ser uma leitura para mim, to fugindo ultimamente de drama adolescente.

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  11. Olá!
    Adorei essa dica. Mesmo pelo gênero não ser um que leio muito, gostei pela forma como foi escrita a trama e trazer ponto bem interessantes para reflexão sobre essa faixa etária.
    Me agradaria a leitura com certeza.
    Beijos!

    Camila de Moraes

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  12. Oi Raquel! Tudo bem?
    Eu gostei da proposta do livro e vendo a tua opinião sobre ele, não posso deixar de pensar que, mesmo tendo sido um pouco, todos nós já fomos assim. Imagina então quando tu se muda para um país totalmente diferente do qual tu não sabe sequer o verbo "to be" do idioma? Não que a protagonista tenha razão em tudo, mas parando e pensando, se pode compreender.
    Abraços e beijos da Lady Trotsky...
    http://rillismo.blogspot.com
    http://osvampirosportenhos.blogspot.com

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  13. bem, pra ser sincera, acho que mesmo que eu fosse adolescente não iria curtir a leitura do livro, não gosto de leituras nessa vibe...=T
    bjs...

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  14. Oi, Raquel! Parece ser um livro bem divertido, com todas as atrapalhadas de Babi. Vou deixar como dica de leitura e vou recomendar para minhas amigas com filhos adolescentes. rsrs
    Bjos
    Lucy - Por essas páginas

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  15. Olá, tudo bem? Não conhecia esse livro, mas me chamou a atenção. Mesmo não sendo mais adolescente, ainda me encanto com estórias voltadas para este público em questão. E, foi o caso dessa obra. Achei bacana o enredo da Babi e a ideia de contar tudo em forma de diário. Vou procurar saber mais sobre. Muito obrigada pela dica!

    Beijos,
    Blog Luna literária

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  16. 'Confesso que achei Babi um pouco marrentinha, cheia de frescuras e sempre se colocando como vítima da situação' típico adolescente, definiu bem a idade. Gostei da indicação, estou procurando livros assim para minha sobrinha

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  17. Oi, tudo bem?
    Acho legal o formato ser tipo um diário mesmo e adoro essa capa, mas no momento acho que essa é uma leitura que não faria.
    Bjs

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  18. Olá, tudo bem?

    Não acho esse livro muito a minha cara, mas realmente a capa está linda, e a narrativa em foma de diário parece mesmo ser bem diferente.

    Abraços:D

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