Adaptação: Cidades de Papel

Original: Paper Towns
Direção: Jake Schreier
Estúdio: FOX Filmes
Ano: 2015
Adaptado de: Cidades de Papel (John Green)
Elenco: Nat Wolff, Cara Delevingne, Halston Sage, Justice Smith, Austin Abrams

Sinopse: A história é centrada em Quentin Jacobsen (Nat Wolff) e sua enigmática vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman (Cara Delevingne). Ele nutre uma paixão platônica por ela. E não pensa duas vezes quando a menina invade seu quarto propondo que ele participe de um engenhoso plano de vingança. Mas, depois da noite de aventura, Margo desaparece – não sem deixar pistas sobre o seu paradeiro.

    No dia 9 de Julho, há duas semanas atrás, estreiava nos cinemas brasileiros o filme "Cidades de Papel", do aclamado livro de John Green. Quem leu minha resenha crítica pode pensar que eu talvez não fosse conferir o filme, mas este não foi o ocorrido e fico realmente satisfeita por isso. O filme me surpreendeu!

    Minha reação ao livro está bem expressa na minha resenha (Confira aqui) e ela não foi muito positiva, como a grande maioria pensa. O livro, em si, foi realmente muito parado. Porém, que surpresa ao ver que no filme eles conseguiram encaixar as melhores partes de forma a não faltar nada e valorizá-las a ponto de amarmos. Sim, eu realmente amei o filme!

    Assim como o filme "A Culpa é das Estrelas", onde todos ficaram impressionados com a facilidade em se colocar momentos divertidos e descontraídos, "Cidades de Papel" ganhou muitos e muitos pontos por isso. Mesmo em momentos mais intensos, a diversão estava garantida para que todos aproveitassem cada parte do filme. Observando as pessoas ao meu redor, até mesmo quem não queria estar ali (como o namorado que não gosta de filmes "desse estilo") estava aproveitando e rindo.




    Nenhum personagem perdeu a sua essência. Quentin continuou sendo o menino nerd com o futuro planejado e um pouco medroso, mas que adora a adrenalina. Ben continuou sendo o amigo meio idiota que quer muito ter uma namorada, e isso foi algo que deu grande parte da diversão ao filme e Radar é o mesmo menino nerd que tem uma namorada e a ama, além de ser um grande amigo. Ah, e claro, Margo. 

    Assim como Nat Wolff que, sem dúvidas, foi a melhor escolha para o papel, pois ele conseguiu ser exatamente o que e como eu imaginava Quentin, Cara Delevigne foi a melhor escolha para a Margo. Nunca vi a Margo como perfeita, como às vezes pode-se pensar pela descrição que Q faz dela, mas sim uma menina meio estranha e até meio perdida. Cara consegue fazer isso mostrando um certo desinteresse em suas expressões e então, me surpreendeu em alguns momentos passando exatamente uma expressão mais profunda. Muitas pessoas podem discordar, mas acho que ela é sim a Margo. Realmente, me foi surpreendente.

    Como eu já comentei, o livro é muito parado, se demora muito para conseguir pistas do mistério de Margo, mas essa é a vantagem do filme. Não existe tempo para se enrolar tanto e justamente por isso ele ficou tão bom. Apesar de haver a passagem de tempo, ela é dada de forma discreta e em momento nenhum faz falta. Tudo acontece em uma ordem cronológica muito bem feita. Essa foi a melhor decisão deles para deixar o filme muito melhor. Além, claro, do também já comentado, humor. O humor que vemos durante todo o filme nos conquista.


    Agora vocês lembram que foi comentado que o final foi diferente? Bem, sem spoilers, vou apenas dizer que esse final foi ainda melhor, ficou no ar um "imagine depois", mas também significou uma boa conclusão para as personagens. Sem dúvidas, eles souberam aproveitar o livro, suas melhores partes e seus pontos fortes. Um filme que me surpreendeu muito. Vale a pena conferir.




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